Pular para o conteúdo principal

Fotografia #2 - Ren Hang (Parte 1)

(Imagem: Ren Hang/Photography 2011)

"A China ainda não aceita nada sobre sexo e nudez. Eu não tenho a intenção de expressar nada ou de fazer uma mudança, apesar de questionadoras, não há absolutamente nenhum significado mais profundo em minhas fotos, ou pelo menos não há nada realmente sério nelas. Eu adoro os órgãos genitais e nunca vou assumir "maus pensamentos" enquanto fotografá-los. Eu só quero mostrar um lado diferente ... e eu sou apenas realmente apaixonado pelos genitais do meu namorado". 


Confira alguns dos trabalhos de Ren Hang: 
















vi esse artigo no clã.

Postagens mais visitadas deste blog

Piquenique das Cores e o Medo do Novo

Recentemente, fui pego de surpresa pela repercussão de uma simples atividade, um piquenique. Não sei ao certo o que as pessoas que criticaram pensaram sobre a atividade, mas houve uma grande resistência, o que provocou manifestações de ódio e apoio. O tema do piquenique é a luta contra LGBTfobia e pela visibilidade LGBT, uma pauta da juventude e dever do Poder Público, e que compõe a II Quinzena Estadual de Combate à LGBTfobia.


Antes mesmo de nascer, o médico já define nosso sexo,  segundo nossa genitália, recebemos um nome e, desde então, somos moldados conforme os costumes da nossa família e sociedade. Poderíamos viver tranquilamente o resto da vida, acreditando ser o que nos ensinaram a ser. Entretanto, algumas pessoas fogem do condicionamento e passam a duvidar de sua identidade, de sua construção social, e o conceito de "certo" e "errado", sobre seu corpo e sexualidade, cai por terra.
Todas essas mudanças causam desconforto, pois nos tiram da zona segura …

Eu Queria Ser Um Monstro

Há um ano, uma amiga me oferecia batom e eu não aceitava. Eu disse “não, obrigado”. Não era um simples “não” de quando te oferecem vodca, sendo que você não bebe, ou quando você “dá um fora” em alguém nada interessante na balada. Foi um “não” seguido de um “por quê não?” que ecoava mentalmente pelos dias seguintes.
Logo quando tive que morar sozinho, houve mudanças. Não só mudanças físicas, como também psicológicas. Passei a comer praticamente de tudo. A ouvir outros estilos musicais. Experimentar, beijar, chupar, tocar, engolir, gritar, soprar, raspar, esfregar, vomitar, perder o fôlego, cair, levantar, apoiar, cantar, gravar, filmar, pausar e silenciar.
(Fotografia: Lisandra Mendes - "A Beleza da Diversidade", 2017)
Ao poucos, fui me permitindo mudar, usar batom, pintar as unhas e a comprar roupas consideradas femininas. Eu faço isso porque eu acredito que as coisas não deveriam ser separadas dessa forma. Quero ter a liberdade de experimentar e descobrir quem eu sou. Eu ta…

Só porque eu vim da roça!

Fui pra roça, um dia desses, e percebi como as coisas lá são mais simples. Não apenas pela ausência de tecnologia, até porque lá tem quase tudo que a gente precisa. Bom, digo "quase", pois já me acostumei com toda minha parafernália, não só as tecnológicas, mas também a parte cultural - danceteria. Mas não foi só a roça que me ensinou algumas coisas, a vida tem me dado pequenas lições que acho válido compartilhar.
(Imagem: Arquivo pessoal)
A simplicidade da roça vai desde as roupas simples, até o estilo de vida menos corrido, porém, não menos esforçado. A fala simples, sem muita firula, nada de linguagem formal, ninguém corrigindo seu português ou a pronúncia correta do inglês. Bebidas artesanais. Capelete. Fogão a lenha. Vacas. Trator. Cheiro de bosta fresca misturado com mato molhado.
Aprendi que não vale a pena discutir com todo mundo. Algumas pessoas simplesmente não estão dispostas a mudar de opinião. Desconsideram fatos, provas, pesquisas e evidências. Não gastarei ma…