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Mostrando postagens de Agosto, 2014

Vida Social x Tecnologia #2

Em branco

(Imagem: Tumblr)
Um belo espaço em branco
pronto para ser preenchido com ideias,
pensamentos,
mentiras, verdades
o essencial é colocar sentimentos
não importa seu tamanho
cabem em qualquer espaço
um livro de cabeceira, estante,
mochila ou bolso
um ditongo aberto
afeto.

Computador #poesia

(Imagem: Shannon Chan Ziali / whamonster)
O computador não tem expressão. Ele não sabe caligrafia. Só corrige o meu erro de português. Não erra. Não quer errar. Não quer saber de conversa, só me responde na lata “Há 500 metros da Lapa”
O celular esperto me mostra fotos, Não quero Face, quero face! O computador não sabe secar a tinta de uma caneta, apontar um lápis. Ele não tem garrancho, será que o computador fez aula de caligrafia?

Filme Her | Vida Social x Tecnologia

(Imagem: Cinematic Fantastic)
Recentemente, eu assisti ao filme Her¹, que poderia significar em português brasileiro “Ela” ou “sua, dela”, em Portugal foi adaptado para “Uma história de amor” – nem um pouco brega, né?! O filme conta a história de um homem que se apaixona e vive um relacionamento com um sistema operacional e, a partir disso, fiz um paralelo com nossa vida social x tecnologia, em especial o celular esperto – smartphone.
No filme, orçado em cerca de 45 milhões de dólares, o protagonista, em processo de divórcio, conhece um sistema operacional revolucionário, o “OS One”. Esse sistema é capaz de interagir com o seu usuário de uma maneira única, uma espécie de Siri da Apple, em uma versão muito mais humanizada.

Crônica: O fruto do conhecimento

No começo era apenas uma árvore. Ninguém sabia dizer de onde tinha vindo, talvez de algum passarinho com alguma semente em seu bico. Era uma árvore especial, mas as pessoas daquele povoado só descobririam isso, pois um garotinho muito curioso acabava de nascer.
Iluminado pela estrela Alfa, ele nascera à noite, era um menino, 2.5 kg, pequeno e chorão! Seu nome, Miguel, sua mãe escolheu porque era dia de São Miguel, 29 de setembro. Miguelito, como seus amigos o chamavam, gostava de correr pelo campo, no fim de tarde, procurava novos bichos e plantas. Sonhava em ser biólogo e viver com os animais.

Crônica: A coisa

A coisa gostava de perambular pela mata, floresta adentro, sempre à noite. A coisa nunca parava. Todas as noites a mesma coisa, procurava sua vítima fatal. Durante anos, a coisa ficou infiltrada nos matagais, bem longe da cidade. Até que um dia a coisa não encontrou mais vítimas. A coisa rastejando pela noite, suportando cada vez mais os primeiros raios solares, começou a se aproximar de nós... mortais. E depois de alguns meses a coisa já perambulava à margem do seu novo lar.
A coisa, meio pegajosa, bem viscosa, aderia-se as paredes de concreto, já durante o dia avistava os seus primeiros alvos. A coisa gostava de superfícies cerâmicas. O vidro era sua predileta. Ali ela ficava até que o primeiro alvo aparecesse. Assim que ele lhe direcionava os olhos, a coisa o pegava. Era fatal! Não tinha como resistir. A coisa era uma tentação insuportável. Ela te hipnotizava até você se entregar a ela. Aí, então a coisa te pegava! E te destruía, até não sobrar mais nenhum vestígio seu.

Sobre as Cotas #1

Tô lendo um livro¹ bem interessante sobre a questão das cotas nas universidades. Ele é composto por onze artigos de pesquisadores que analisaram o processo de adoção de cotas (para negros e índios). Gostaria de ressaltar o primeiro ponto que me chamou a atenção, é um trecho do texto que faz parte de uma tese de doutorado, defendido por de Maria José de Jesus Alves Cordeiro, Doutora em Educação-Currículo pela PUC/SP. O texto é intitulado: Cotas para negros e indígenas na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul: processo histórico e político. Segue o trecho:
No Brasil, os negros nunca foram percebidos como iguais, pois as desigualdades socieconômicas mantêm-nos presos no mais baixo patamar da escala social. Essa inércia os leva a atitude de conformismo nem sempre conscientes e à violação das regras sociais (violência), fomentando preconceitos e estigmas. Para D'Adesky, é partindo dessa inferiorização que: 

"pratica-se toda sorte de descriminações, pelas quais se reduzem de mo…

Conjuntura

A guerra interior começou A paz foi declarada inimiga das nações Não compensa, não enriquece -Esquece, doutor! A policia aparece, abre a porta-malas, joga a dona senhora. -Ih! Caiu! Foi mal!
Na testa, o atestado de otário. Aqui é o país do futebol, A Terra... dos mercenários O povo trabalha. Os carros vendem. Do carrinho de bebê ao do supermercado, A fila é preferencial? Só até 10 itens.

A tua alma #poesia

Não sei explicar como, mas eu sinto que tenho poderes psíquicos, e com eles, vêm as responsabilidades. Tenho que usar meus poderes para o bem e não para o mal - pausa para risos - Bom, certa manhã sonhei com uma poesia, haviam tambores tocando como na música Dois Olhos Negros do Lenine. Acordei e já fui escrevendo o que havia escutado, haviam alguns felinos correndo e um fundo escuro. O resultado taí:
A tua alma

Que te faz alegre nos momentos tristes Que te dá à certeza de que você existe Que te dá força quando cansado Que perdoa e é perdoado
Que te ensina a gozar a vida Que te faz encontrar uma saída Que no fundo do coração se sente Que te incita a ser diferente
Que não com consegue ser indiferente
Vendo o sofrimento de toda essa gente
Que no dinheiro busca felicidade
Que não pode comprar humildade

Que persegue o que é teu
Que não consegue ser ateu
Que aprendeu a ter paciência
Levando a vida, resiliência.

Sobre os dias frios

Tenho me sentido bem, apesar das constantes lutas, elas têm me mantido atento e me fortalecido. Os dias frios são ótimos para reflexões, vou encarar o ócio como uma oportunidade do destino para praticar o hábito da leitura e escrita.
Um momento de descanso e paz para quem foi condicionado a "ser útil". Também tenho aprendido sobre o tempo, economia, desapego, fé, confiança, criatividade e, novamente, a fé.