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Admirável Vida Nova

Uma foto publicada por Higor (@hgrcst) em
(Vitória vista da Terceira Ponte)

Faz um bom tempo que não escrevo nada, na verdade, que não posto. Isso porque quando comecei a escrever, tinha a intensão de escrever coisas legais, engraçadas, divertidas, mas, ao final de um texto, quando ia lê-lo, a sensação que eu tinha era de algo bem depressivo e melancólico. Talvez a forma como eu tenha exposto essa parte da minha história tenha feito tudo parecer triste, mas nem tudo foi bem assim.

Se tinha uma pessoa que estava sempre de bom humor, essa era minha mãe. Sempre cantarolando pelas ruas, devo deixar bem claro que ela não cantava muito bem, na verdade, era péssima e sempre errava a letra das músicas. Essa segunda parte eu herdei bem. A primeira parte também. Eu “tarra” que não me aguentava querendo escrever alguma coisa, daí pensei “o que, senhor?”, então me lembrei de minha mãe e decidi escrever sobre alegria. Ou quem sabe, felicidade?

A verdade é que talvez não esteja exatamente onde queria estar, mas vou confessar que esta fase da minha vida esta bem divertida. É muito estranho, meus amigos mais próximos sabem que não planejei essa mudança repentina, mas como não ser feliz com a visão que tenho todos os dias da capital, na Terceira ponte, do Convento da Penha, dos prédios antigos do centro de Vitória, ou da boemia da Rua 7? Seria falta de consideração com a vida dizer que não sou feliz tomando uma breja com Isa e Marcos no Celso, comendo um cupim suculento, ou dando muito close no Karaokê do Wow com a Ricardo. Ao final do dia, as corridas no horto de Maruípe me deixam revigorado, assim como frequentar a academia (que não tenho frequentado). Ou simplesmente tomando um cafezinho passado na hora.

Tem coisas que a gente consegue mudar, mas tem outras que não tem como. Então, o que me resta é tentar ser o mais feliz possível no agora. Nada garante que estarei vivo ou com saúde amanhã. Fazer planos? É claro que eu faço, também tenho meus sonhos, mas não deixo que isso me impeça de experimentar o novo. Nem sempre (lê-se quase nunca) as coisas vão sair como planejamos, por isso temos que estar dispostos. Disposto a chorar, melhorar, superar, apagar, amar, beber, trabalhar, aceitar (porque dói menos) e viver. E, acredite se quiser, a felicidade depende muito mais de nós do que do resto do mundo. Fuja do condicionamento. E lembre-se: se for confiar em alguém, confie sempre em seu barbeiro!

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