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Sobre as Cotas #1

Tô lendo um livro¹ bem interessante sobre a questão das cotas nas universidades. Ele é composto por onze artigos de pesquisadores que analisaram o processo de adoção de cotas (para negros e índios). Gostaria de ressaltar o primeiro ponto que me chamou a atenção, é um trecho do texto que faz parte de uma tese de doutorado, defendido por de Maria José de Jesus Alves Cordeiro, Doutora em Educação-Currículo pela PUC/SP. O texto é intitulado: Cotas para negros e indígenas na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul: processo histórico e político. Segue o trecho:

No Brasil, os negros nunca foram percebidos como iguais, pois as desigualdades socieconômicas mantêm-nos presos no mais baixo patamar da escala social. Essa inércia os leva a atitude de conformismo nem sempre conscientes e à violação das regras sociais (violência), fomentando preconceitos e estigmas. Para D'Adesky, é partindo dessa inferiorização que: 

"pratica-se toda sorte de descriminações, pelas quais se reduzem de modo eficaz, ainda que muitas vezes inconscientemente, as oportunidades dos membros desse grupo. Mesmo os que conseguem escapar da base da pirâmide social continuam a sofrer com uma imagem depreciativa à qual alguns nem sempre têm força para resistir" (Jacques D'asdesky. Anti-racismo, liberdade e reconhecimento. Rio de Janeiro: Daudt, 2006, p.93)

[1] Cotas nas universidades: análises dos processos de decisão / Jocélio Teles dos Santos, organizador. - Salvador: CEAO, 2012.

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