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De longe

(Imagem: Tumblr)

Possuir alguém é uma grande ilusão, um dos nossos maiores erros, enganos. Seja num relacionamento amoroso ou numa amizade, não possuímos ninguém, tampouco podemos controlar seus sentimentos. "Você é meu" essa frase sempre me causou um incômodo, talvez pelo fato de soar como "você é minha propriedade" ou "eu sou seu dono". Isto me faz ter a sensação que eu sou apenas mais um objeto, na vida de alguém.

É difícil aceitar que não podemos controlar o sentimento do outro, garantir que gostará de nós na mesma proporção. Que não teremos a certeza de que o amanhã existirá, que estaremos juntos, felizes, completos. Não há certeza em nada, e eu tenho que me acostumar com isso. Tudo é um jogo de confiança... e quando ela é quebrada, o jogo dá uma pausa ou acaba.

Apesar de todos os pontos negativos de gostar de alguém, continuamos a fazer isso. O motivo? Eu não sei. Talvez pelo fato de que quando você gosta, fique cego, esquece os defeitos. Os defeitos você só percebe depois, aí é a hora de tirar a prova. Quando a gente gosta de alguém de verdade, acaba perdoando alguns, tentando mudar outros, mas, no final, acaba junto. De qualquer forma, é sempre bom gostar de alguém. Nem que seja de longe.

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Não sei se todo mundo faz isso, mas eu me questiono quase que diariamente que motivos eu tenho pra continuar vivendo. Depois de ver 13 Reasons Why, essa prática se mostrou ainda mais importante, pois põe em discussão a questão do suicídio. Praticamente não ouvimos falar sobre este assunto, não se mostram reportagens e nem as pessoas que o comentem na TV, jornal ou internet. Mas o que eu gostaria de falar não é exatamente sobre suicídio. 
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