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Doação de Coisas InÚteis


1 Ventilador sem hélice
1 Aparelho de DVD funcionado na pancada
1 Luminária portátil funciona na pilha
1 Brigadeiro gigante
1 Fitinha vermelha
1 Transferidor velho
- Cartas de baralho sortidas
1 Pote de Cafeína Pura 420mg
1 Relógio Gucci
1 Bolsinha Yazigi fluorescente
1 Rádio Relógio 3D funcionando
1 Óculos bafônico sem perna (a inveja fez quebrar)
4 Estojos de óculos
1 Mouse funcionando mais ou menos

1 Capa para pífaro
- Disquetes sortidos
- Pilhas sortidas
- Cabos embolados
3 Cabos p2p2
1 Chaveiro
1 Remédio pra alguma coisa
1 Cadeado sem chave
- Adesivos da Dilma Bolada
1 Grampeador de Glecy
1 DVD com louvores
1 Carregador quebrado
1 Fone de ouvido que só funciona um lado
1 Manual de pífaro
1 Lencinho
1 Sabonete usado
1 Bolsinha
1 Rádinho que não funciona
1 Óculos de EPI c/ cordinha
1 Cordinha para óculos de grau
1 Vidro de perfume que já acabou
1 Mouse funcionando
- Chaves sem cadeado
1 Cabo AV
1 Mouse que não funciona
1 Barbante
1 Pedaço de papel com Tati
1 Cabo para impressora
1 Carregador de celular samsung antigo
1 Camisa branca... corrigindo: amarela.
1 Tesourinha que corta engraçado
1 Prestorbarba usado
1 Bloco de rifas que já correu
2 Tubos de cola quente grossos
1 Porta lápis
2 Passes usados
1 Cabo DVI
1 Teclado
1 Banqueta quebrada
- Várias revistas nunca lidas.
2 ventoinhas modificadas para gerar energia
2 protetores de escova de dente nunca usados.

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Aquela Sobre Aquela Do Verão

Todo ano, tenho que contar nos dedos quanto tempo faz que minha mãe morreu. Daqui há alguns dias já faz seis anos. Achei engraçado reler um texto em que relatava os acontecimentos do dia em que ela se foi. Não lembrava mais dos detalhes. Aos poucos, um borrão branco vai sendo criado no lugar das lembranças. Pensando bem, foi até uma boa ter escrito aquele texto.

De fato, muita coisa mudou. Não julgo ser ruim, é algo natural da vida. Tudo muda, as músicas, a política, a cultura, as tecnologias, e principalmente as pessoas mudam. O verão veio e foi diferente também. Comecei em uma nova casa, longe o suficiente para não pirar com as pessoas tentando me reconfortar, mas não tão longe a ponto de estar longe da família e amigos.
Acreditei que poderia passar o resto da vida comendo fast-food, mas logo percebi que não dava. Morando em uma espécie de república, aprendi a cozinhar com os outros moradores. Comecei com arroz, depois veio o feijão, que me dava um pouco de medo, por causa da panel…

Risqué

Desde que comecei a usar brincos, pintar minhas unhas, passar batom e me apropriar de tudo que é considerado feminino, algo estranho aconteceu. Eu acabei descobrindo minha masculinidade. Claro que quando falo de masculino e feminino, digo na forma padrão, como a sociedade constrói em nossas mentes. Um mulher de cabelos longos, maquiada, magra, de vestido ou saia, roupas rosa e feminina. Embora não seja este tipo de mensagem que quero passar, experimentar esta forma tornou-se importante para mim, contrapondo o padrão masculino em que fui construído.
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No Embalo da Cocaína

(Imagem: Arquivo Pessoal)
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