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Um Dia de Artista


Um das coisas mais legais que eu já fiz na vida... foi ter ido ao Programa do Jô, com Glecy Coutinho como entrevistada, é claro! A ideia surgiu da própria Glecy, no final de 2012. Lembro-me que estávamos encerrando nossas atividades na Secretaria de Cultura, organizando prestação de contas, quando Glecy falou que gostaria de participar do Programa do Jô. Glecy é Glecy!

Uns quatro meses, depois de enviado o texto, eles me ligam. Eu estava na faculdade e fiquei sem reação, não acreditava que isso aconteceria tão rápido. Depois de vários emails trocados, enviaram as passagens pra gente, eu fui de acompanhante. Foi a primeira vez que andei de avião. Todo mundo olhou pra gente, quando nos aproximamos do cara com a plaquinha da Globo. Éramos artistas. Bom, Glecy já era fazia tempo.

Após nos acomodarmos no hotel, um hotel muito chique por sinal, fomos para os estúdios da Globo, em São Paulo. O Programa do Jô não é gravado no Projac (Projeto Jacarepaguá), no Rio. Eu não fazia ideia de quem era os outros artistas que estava lá. Nem pedi autógrafo. Eu sei que tinha um tal de Thunderbird, da MTV, que até hoje eu não sei quem é, fumando um cigarro eletrônico. Tinha um cheiro gostoso, acho que era de canela ou baunilha, não lembro.

Enquanto Glecy estava sendo maquiada, a maquiadora falou "isso daqui é pro HD", e pá! Não sei que bruxaria foi aquela, mas Glecy ficou mais nova que eu. Uma lona esticada, muitos cabos, "taubas", becos, panos, é o que se esconde por trás dos belos estúdios de TV. Gambiarras sem fim, mas que de casa ficam lindos. Sentei na primeira fileira da platéia, mas logo fui tocado por alguém que gritava "na primeira fileira, só os figurantes, FIGURANTES". Eu entendi a indireta. Fui pra terceira ou quarta. 

Quase chorei durante a entrevista, foi lindo. Os risos e aplausos foram de verdade. O Jô grava todas as entrevistas da semana em um dia. Ele chega cedo e fica até tarde da noite gravando, uma entrevista seguida da outra. É um pique invejável! É estranho porque, no camarim,  pela TV, víamos os programas que ainda iriam ao ar. Falando em camarim, esqueci meu celular carregando lá, nem deu pra tirar foto. Depois disso, nem esperamos pra falar com o Jô, fomos encher o buxo à custa da Globo.

No restaurante, ofereceram-me Sushi, mas como eu ainda não tinha comido, disse que não gostava. Hoje, eu gosto bastante e sei usar os pauzinhos. Depois, fomos para o hotel. Como eu sou pobre, eu adorei ficar mudando a temperatura do quarto de quenta para frio. Na cama, tinha quinhentos mil lençóis. Gente, eu demorei meia hora pra conseguir deitar, e mais meia hora pra me cobrir. É muito lençol, imagina lavar aquilo tudo?!

O que aprendi com tudo isso? É que nem tudo é como imaginamos. A TV parece um sonho, mas não é. Você vê um galã super másculo enquanto é  entrevistado, mas, no restaurante, dá pinta horrores. Artistas sempre felizes em frente as câmeras, mas quando as luzes se apagam, são gente como a gente, com seus problemas, depressões e dificuldades. Que a Globo é MUITO rica e poderosa. E depois desse sonho, voltei a pegar meu Expresso Aracruz - Sta Cruz via Irajá, às 6h da manhã, pra trabalhar.

Assista à participação de Glecy no Programa do Jôhttp://goo.gl/xqKBMt

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