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O Caso dos Limões

Estou aqui procurando uma sacola de lixo, preciso jogar fora esses limões. Eu poderia ter usado eles semana passada, quando uns amigos vieram aqui em casa. Poderíamos ter feito alguns drinks. Mas eu achei melhor guardar pra uma ocasião especial, afinal são mais caros que os sicilianos. Agora estão secos, apodrecidos e sem utilidade nenhuma. Talvez ainda sirvam como adubo, talvez eu os jogue no quintal.

("A beleza da diversidade" de Lisandra Mendes)

Quando eu penso em quintal, eu lembro daquela casa, de quando eu tinha 13 anos. Tinha um grande quintal e tínhamos um pé de acerola. Tinha cachorro, tinha céu estrelado, quando eu conseguia dormir com a janela aberta. Quando acreditava na bondade das pessoas e não tinha medo da maldade do mundo. O que resta agora? Viver trancafiado em um apartamento? Parece que quanto mais a gente cresce, mais sem graça vai ficando a vida.

Vivemos como se fossemos imortais. Desperdiçando nossos dias com coisas tão pequenas. Ou talvez sonhando tão alto que nem percebemos que o agora é o mais importante. Falando assim parece frase de efeito, daquelas que costumam colocar de legenda, em uma foto aleatória. São coisas que você só percebe quando é tarde demais. É melhor que guarde seus limões, mas não por muito tempo.

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Viver ou Morrer? Tanto Faz!

Não sei se todo mundo faz isso, mas eu me questiono quase que diariamente que motivos eu tenho pra continuar vivendo. Depois de ver 13 Reasons Why, essa prática se mostrou ainda mais importante, pois põe em discussão a questão do suicídio. Praticamente não ouvimos falar sobre este assunto, não se mostram reportagens e nem as pessoas que o comentem na TV, jornal ou internet. Mas o que eu gostaria de falar não é exatamente sobre suicídio. 
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Um Dia de Artista

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Vivemos em uma sociedade hipócrita, em que as pessoas usam todo tipo de medicamento, consomem álcool até perder a consciência, fumam cigarros, charutos; só dormem com seu Rivotril, tomam calmantes que os deixam bem…