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Redescobrir

Claro que eu gostaria que não existissem gêneros, porém ignorá-los significa desconsiderar as desigualdades (sociais, econômicas, políticas, entre outras) que existem entre eles. É notório que, na sociedade, a mulher sempre está em desvantagem em relação ao homem. Quando você nasce e um médico já define o seu sexo, você é ensinado a ser um homem ou mulher. Se for menina, já sai do hospital com orelha furada e um enxoval rosa.

Como a gente vive numa sociedade cheia de regras e imposições, que ditam um comportamento masculino e outro feminino, eu sou “obrigado” a definir um certo comportamento ou objeto como sendo do universo masculino ou feminino. Como eu disse, eu gostaria que não houvesse essa separação, mas infelizmente há.

O que eu proponho, não é necessariamente redescobrir meu gênero ou sexualidade. Quero justamente dizer que qualquer homem cis ou não, heterossexual ou não, pode fazer o mesmo, sem que isso afete a forma como ele se vê ou se relacione afetivamente e sexualmente com outras pessoas. Porque eu estou, a princípio, tratando somente da aparência física, a forma como eu me apresento à sociedade.

É claro que isto gera muitos efeitos, muitas pessoas gostam, outras não. Não me importo. Às vezes, quem não gosta me incomoda menos do que quem gosta. Porque as pessoas se empolgam demais e me fazem sentir um ET. O lado bom é que ganho muitos acessórios, batons e brinco. Sinceramente, eu acho que esta é uma experiência que todo mundo deveria passar. No começo eu precisei criar um personagem, mas agora eu sinto que posso ser eu mesmo, o Higor.

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Viver ou Morrer? Tanto Faz!

Não sei se todo mundo faz isso, mas eu me questiono quase que diariamente que motivos eu tenho pra continuar vivendo. Depois de ver 13 Reasons Why, essa prática se mostrou ainda mais importante, pois põe em discussão a questão do suicídio. Praticamente não ouvimos falar sobre este assunto, não se mostram reportagens e nem as pessoas que o comentem na TV, jornal ou internet. Mas o que eu gostaria de falar não é exatamente sobre suicídio. 
Em 2009, eu fazia curso técnico de manhã e terceiro ano à noite. Era uma sexta-feira, eu deveria estar estudando, mas naquele dia não houve aula, então fiquei feliz por poder dormir até tarde. Mas eu acordei cedo, era a polícia. Arma apontada pra minha cabeça. Eu não sabia direito que tava acontecendo, porque eu demoro algum tempo pra “acordar” de fato. Mas a polícia já tava dentro de casa.
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Um Dia de Artista

(Foto: TV Globo/Programa do Jô
Um das coisas mais legais que eu já fiz na vida... foi ter ido ao Programa do Jô, com Glecy Coutinho como entrevistada, é claro! A ideia surgiu da própria Glecy, no final de 2012. Lembro-me que estávamos encerrando nossas atividades na Secretaria de Cultura, organizando prestação de contas, quando Glecy falou que gostaria de participar do Programa do Jô. Glecy é Glecy!
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Drogados, Pretos, Putas e Viados

Assim como muitas drogas são proibidas, no Brasil, precisamos lembrar que o álcool já foi proibido nos anos 20, nos EUA. O objetivo era acabar com a violência e a pobreza relacionada ao consumo excessivo de álcool. O resultado foi desastroso, criando uma verdadeira máfia do álcool, e, agora, damos o mesmo “murro em ponta de faca”.Fica claro que existe o interesse de uma minoria, que lucra milhões, com a produção e tráfico de drogas, em manter esta proibição, marginalizando seus usuários. Afinal, é muito mais fácil proibir o uso, condenar o usuário, do que resolver os problemas sociais que os levam a dependência.
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Vivemos em uma sociedade hipócrita, em que as pessoas usam todo tipo de medicamento, consomem álcool até perder a consciência, fumam cigarros, charutos; só dormem com seu Rivotril, tomam calmantes que os deixam bem…